Giulio Base nasce em Turim em 1964, estuda teologia no Instituto Augustinianum na cidade do Vaticano e história do Cinema na Faculdade de
Letras e Filosofia da Universidade La Sapienza, em Roma. Seu
pai tinha na cidade de Turim um negócio de venda de pipocas no cinema quando
Giulio era criança, ponto de partida de sua órbita entorno ao mundo
cinematográfico. Mas foi com Vittorio Gasmann que
ele acreditou ser realmente possível ir além do negocio de pipocas de seu pai.
O grande ator Gasmann foi o seu mestre ao abrir-lhe novos horizontes
na arte da dramaturgia.
E na cidade toscana de Florença, sob a direção de Gassman, na Bottega Teatrale di
Firenze, que Base aprende o oficio de ator,
interpretando na peça Misteri
di San Pietroburgo.
Seu caminho no cinema é marcado com prêmio já no seu
primeiro filme, no San Sebastian Film Festival da Espanha em 1991, momento este
em que Base se lançava na direção Cinematográfica com “Crack”, o filme é também exibido no Festival de Cinema de Veneza. O
curioso que Crack também serviria de
veiculo de lançamento no cinema de Maria Sole Tognazzi, que ao contrario do
pai, Ugo Tognazzi, preferiu seguir atrás das câmeras sua carreira
cinematográfica, ela trabalha como assistente de Base nesse filme. Em 1993 o
seu mestre Gasmman se despende dos palcos e das telas, participa de
seu último trabalho, no filme "La Bomba", uma comédia italoamericana filmada em
Nova York e dessa vez Base seria o diretor de Gasmann.
A ironia do destino
coloca os dois novamente juntos, e se por um lado Gasmann esteve presente no
inicio da carreira de Base, Base estaria presente no
final da carreira de seu Mestre. Um ano depois, em 29 de junho de 2000,
Vittorio Gasmann morreria em Roma. Depois de La bomba, Base desparece dos cinemas
quase que totalmente, refugiando-se em séries de TV, dirige apenas dois longas
para a tela grande, L'inchiesta com Mónica Cruz - sósia de Penelope Cruz - Max
von Sydow e Onela Mutti no elenco e “Postcards
from Rome” (2008).
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| Giulio Base e Vittorio Gassman |
Base retorna às telas de cinema em 2014 com “Il pretore”. Em 2018 atua e dirige em “Il banchiere anarchico”,
baseado na obra homônima do poeta português Fernando Pessoa. É a história de um
banqueiro, interpretado pelo próprio Base, que se depara em um momento de sua
vida, na obrigação de revelar que foi um anárquico e sobretudo é ainda anárquico, mesmo
na condução de seus negócios em seu banco, à revelia de governos e leis que
fizeram parte de sua trajetória de sucesso como empreendedor no mundo do
capital.
chiozzottoit@gmail.com
Texto ensaio do livro "Filmes que Projetaram a Identidade Italiana no Cinema" de Luiz Chiozzotto.



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