O filme "Io non ho paura" de Gabriele Salvatores, adaptação do romance de Niccolò Ammaniti para as telas de cinema, nos apresenta a triste história de um sequestro de criança.
Filippo (Mattia Di Pierro) é um menino milanês sequestrado no norte da Itália e mantido em cativeiro no sul. O filme é denso, amargo, pois a história forte lhe imprime essa atmosfera. Não sabemos o que irá acontecer com o garoto acorrentado e indefeso dentro de um buraco a 5 metros de profundidade. A condução da trama por Salvatores aos poucos vai transformando esse drama em um poderoso thriller de muito suspense.
Um dia crianças do lugarejo vão brincar exatamente na casa abandonada escolhida pelos sequestradores para esconder o menino. Michele (Giuseppe Cristiano) que tem a mesma idade de Filippo, durante uma brincadeira com os amigos perde os óculos numa corrida e ao se afastar do grupo para procurá-los encontra o buraco tampado com uma estrutura de folhas de zinco. A partir do descobrimento, Michele passa a conduzir a ação e veremos então o drama do garoto a partir de seu olhar de criança. O desejo de Michele de ajudá-lo mesmo correndo todos os riscos, sua coragem de retornar ao local varias vezes para alimentá-lo e dar-lhe forças para suportar o sacrifício, nos faz se apaixonar por ele. Pelo altruísmo inocente e puro de uma criança que não mede consequências de seus atos. Ele não pressente o perigo que está correndo se for pego pelos algozes sequestradores pois está demasiadamente preocupado em não deixar seus pais saberem que ele está tentando ajudar o menino. Entretanto, o pai de Michele descobre, através de reportagens da TV, e ligando os fatos das suas longas ausências do lar e do sumiço de comida da geladeira, que seu filho está envolvido com o menino Filippo. Ele descobre ainda que é um seu amigo um dos autores do sequestro e sabendo da crueldade desse seu amigo, pressente imediatamente uma ameaça à sua família. O pai de Michele agora está nas mãos dos bandidos que desconfiam que seu filho sabe da história, Nessa situação ele é obrigado a exigir do filho a promessa de que não retornará mais ao carcere. A partir desse momento Filippo fica literalmente abandonado e a mercê dos violentos bandidos. A história segue sob suspense; a crise de consciência toma conta do pai de Michele que não pode revelar à polícia quem é o sequestrador por medo de sofrer retalhações contra seu filho e contra sua família. E como desfecho da história uma bala desferida pelo pai de Michele acaba por atingir seu próprio filho, mas o final revela mais surpresas.
Io non ho paura é vencedor do Prêmio David di Donatelli e foi visto na festa do Oscar, por ser o escolhido entre os filmes italianos de 2003. Interessante também que o filme de Salvatores foi considerado pela Direção Geral de Cinema do Ministério Nacional de Bens Culturais italianos, como uma Obra a ser preservada como "Bem Cultural italiano".
Filippo (Mattia Di Pierro) é um menino milanês sequestrado no norte da Itália e mantido em cativeiro no sul. O filme é denso, amargo, pois a história forte lhe imprime essa atmosfera. Não sabemos o que irá acontecer com o garoto acorrentado e indefeso dentro de um buraco a 5 metros de profundidade. A condução da trama por Salvatores aos poucos vai transformando esse drama em um poderoso thriller de muito suspense.
Um dia crianças do lugarejo vão brincar exatamente na casa abandonada escolhida pelos sequestradores para esconder o menino. Michele (Giuseppe Cristiano) que tem a mesma idade de Filippo, durante uma brincadeira com os amigos perde os óculos numa corrida e ao se afastar do grupo para procurá-los encontra o buraco tampado com uma estrutura de folhas de zinco. A partir do descobrimento, Michele passa a conduzir a ação e veremos então o drama do garoto a partir de seu olhar de criança. O desejo de Michele de ajudá-lo mesmo correndo todos os riscos, sua coragem de retornar ao local varias vezes para alimentá-lo e dar-lhe forças para suportar o sacrifício, nos faz se apaixonar por ele. Pelo altruísmo inocente e puro de uma criança que não mede consequências de seus atos. Ele não pressente o perigo que está correndo se for pego pelos algozes sequestradores pois está demasiadamente preocupado em não deixar seus pais saberem que ele está tentando ajudar o menino. Entretanto, o pai de Michele descobre, através de reportagens da TV, e ligando os fatos das suas longas ausências do lar e do sumiço de comida da geladeira, que seu filho está envolvido com o menino Filippo. Ele descobre ainda que é um seu amigo um dos autores do sequestro e sabendo da crueldade desse seu amigo, pressente imediatamente uma ameaça à sua família. O pai de Michele agora está nas mãos dos bandidos que desconfiam que seu filho sabe da história, Nessa situação ele é obrigado a exigir do filho a promessa de que não retornará mais ao carcere. A partir desse momento Filippo fica literalmente abandonado e a mercê dos violentos bandidos. A história segue sob suspense; a crise de consciência toma conta do pai de Michele que não pode revelar à polícia quem é o sequestrador por medo de sofrer retalhações contra seu filho e contra sua família. E como desfecho da história uma bala desferida pelo pai de Michele acaba por atingir seu próprio filho, mas o final revela mais surpresas.
Io non ho paura é vencedor do Prêmio David di Donatelli e foi visto na festa do Oscar, por ser o escolhido entre os filmes italianos de 2003. Interessante também que o filme de Salvatores foi considerado pela Direção Geral de Cinema do Ministério Nacional de Bens Culturais italianos, como uma Obra a ser preservada como "Bem Cultural italiano".
Io non ho paura - Eu não tenho medo, um filme de Gabriele Salvatores, com Aitana Sánchez-Gijón, Dino Abbrescia, Giorgio Careccia.
Luiz Chiozzotto
chiozzotto@hotmail.com
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Ensaio do livro "Filmes que projetaram a identidade italiana no cinema" de Luiz Chiozzotto

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