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| Paolo Bianchini no set de Sole dentro |
Paolo Bianchini nasce em Roma, Itália 1931.
Assistente de direção, roteirista e diretor cinematográfico. No período
compreendido entre os anos de 1953 a 1964, antes de abraçar a direção cinematográfica, Bianchini foi assistente
de inúmeros grandes diretores italianos, dentre eles Vittorio De Sica, Luigi
Comencini, Sergio Leone, Mario Monicelli. Sua verve humanitária o levou a
estrear na direção explorando um tema que durante décadas foi celeuma no mundo
ocidental: os erros da guerra, assim em 1964 lança seu longa-metragem Sette contro
la morte, com Rosanna Schiaffino e Nino Castelnuovo - embora algumas fontes apontem Edgar G. Ulmer como diretor e Paolo Bianchini
como assistente, entretanto é em função de exigências dos produtores que seu
nome é preterido nos créditos. Entre o final dos anos 60 e a década de 70
dirigiu muitos filmes no gênero western, muito bem feitos, mas com um elenco sem
estrelas, dentre eles Dio li crea... Io li ammazzo! - Deus os Cria,
Eu os Mato (1968), cujo roteiro é de Fernando Di Leo. Paolo Bianchini também
está entre os diretores que participaram da captação de imagens do documentário L'addio a
Enrico Berlinguer (1984). A partir dos anos 90 dirigiu vários filmes para TV
italiana, dentre eles um destaque para La grande Quércia (1997), onde o tema
mais uma vez tem como pano de fundo a guerra, um filme pouco conhecido,
elogiado pela crítica e que fora visto por um público mais frequentador de
circuitos culturais. Em 2002 é empossado Embaixador da Unicef pelos seus
esforços para a resolução das questões envolvendo crianças pobres, tema que
inclusive ele explora no seu filme Il sole dentro (2012), com
Angela Finocchiaro, Diego Bianchi, Giobbe Covatta.
Luiz Chiozzotto
chiozzottoit@gmail.com
Texto ensaio do livro de Luiz Chiozzotto.

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