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| Franco Nero em Django, criação de Vivarelli e filme com direção de Sergio Corbucci |
Piero Vivarelli nasce em 26 de
fevereiro de 1927, em Siena, Toscana, Itália. Ator, roteirista e diretor
cinematográfico. Vivarelli é um Intelectual que brinda o cinema com sua
grandeza de espirito e sua genialidade criativa; circula tranquilamente pelos
ambientes da política e da cultura italiana, mesmo sendo um membro ativo do
partido comunista. Entretanto, a sua amizade com Fidel Castro lhe permite ser o único italiano com a honra de ser
inscrito no partido Comunista Cubano, até a decepção dos anos 90’ fazê-lo abandonar o partido. Curiosamente o seu último filme é também em
Cuba, sobre uma dançarina cubana, filmado na ilha e chama-se: La rumbera (1998). Seu debute na direção
se dá com Sanremo - La grande sfida
(1960), um filme dentro de um seguimento popular denominado
"Musicarello", um subgênero italiano que consiste em fazer filmes
para divulgar cantores, suas músicas; seu primeiro filme nesse gênero é uma
comédia musical ambientada no famoso festival de música que acontece em Sanremo.
O evento e o seu 1º filme tiveram outras conotações na vida de Vivarelli quando
a letra das músicas 24.000 baci e Il tuo bacio è come un rock, de autoria de Piero
Vivarelli faz enorme sucesso na voz de Adriano Celentano. Um episódio
interessante a respeito da música 24.000
baci (1961), grande vencedora de Sanremo, escrita em coautoria com Lucio
Fulci, é que Adriano Celentano não podia cantá-la no festival uma vez que
prestava serviço militar à época, Vivarelli então consegue com que o Ministro
da Defesa Giulio Adreotti permita mediante a observação da lei de forma
inusitada. Andreotti entendeu que a lei não previa proibição para o veículo TV,
uma vez que era de 1929, antes de a TV ter sido transformada em diversão de
massa. Sempre envolvido com a música e seus autores, Vivarelli dirige outros
filmes cujo tema de fundo era a música e os protagonistas, quase sempre
cantores e cantoras de sucesso do período, dentre eles Io bacio... tu baci (1961), com Mina; Rita, La figlia americana (1965), com Rita Pavone e Totò. Como roteirista
deu vida a Django (1966), dirigido
por Sergio Corbucci, filme que tem uma nova versão intitulada Django Livre (2012), dirigida por
Quentin Tarantino, um forte admirador de Vivarelli. Piero Vivarelli morre em 7
de setembro de 2010 em Roma, Itália.
Luiz Chiozzotto chiozzottoit@gmail.com Texto ensaio do livro
de Luiz Chiozzotto.

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