quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Felice Farina, o cineasta que conceituou a luta de classes no cinema

Felice Farina

Felice Farina nasce em Roma em 14 de agosto de 1954. Produtor, roteirista e diretor cinematográfico. Um apaixonado da sétima arte, um artista da experimentação. Na sua biografia já aos nove anos de idade exercita suas primeiras experiências com uma câmera super 8 e usando seu irmão mais novo como ator. Para muitos um cineasta de vanguarda. Aproxima-se do cinema através de Carlo Ventimiglia, um diretor de fotografia italiano, operador de câmera que trabalhava com efeitos especiais para o cinema com muita competência e improvisação. Com Ventimiglia, Farina desenvolve sua capacidade de inovar e, sobretudo, experimentar novos caminhos para expressar sua linguagem através do cinema. Farina estreia como diretor com o filme “Sembra morto... ma è solo svenuto” – Parece morto... mas só está desmaiado (1986), com Sergio Castellitto como ator. Na trajetória de sua cinematografia é interessante observar que a cada filme realizado há um crescimento, seja a nível técnico que intelectual. Com seu filme “Pátria” (2004) ele desenvolve uma trama psicológica muito interessante, incluindo imagens de arquivo de lutas de classe, com intersecções com problemas atuais da Itália. Sua narrativa é mais uma vez inovadora ao interligar fatos reais de arquivo a imagens geradas por ele mesmo. Através de um retorno no tempo sobre questões sociais, políticas e econômicas da história dos trabalhadores italianos Farina ao mesmo tempo fala sobre o poder da amizade entre pessoas de pensamentos e convicções diversas.

Luiz Chiozzotto
chiozzottoit@gmail.com
Texto ensaio do livro "Filmes que Projetaram a Identidade Italiana no Cinema" de Luiz Chiozzotto.

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