terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Sergio Martino, o cineasta que inovou e revolucionou os custos de filmes de horror


Sergio Martino na capa de seu livro autobiografia
Sergio Martino nasce em Roma em 19 de julho de 1938. Roteirista, produtor e diretor cinematográfico. Martino pertence a uma família de cineastas, é neto do diretor Gennaro Righelli quem na infância o levava ainda de calças curtas ao cinema; é irmão do produtor Luciano Martino e cunhado da atriz Edwige Fenech. Sergio Martino corresponde a um contingente de cineastas italianos que realiza cinema de gênero visando suprir um mercado externo profícuo e composto de telespectadores apreciadores de horror, thriller e ficção científica, particularmente com aquele estilo italiano. Já aos produtores e compradores de filmes para exibirem em cinemas no exterior seu trabalho é interessante. Do ponto de vista econômico eles são inovadores ao convergirem técnicas artesanais a um alto grau de verossimilhança, conseguindo obter excelentes resultados seja estético que de bilheteria. Martino consegue isso mesmo trabalhando com baixíssimo orçamento. Esse mercado foi bastante promissor durante os anos 1970 em decorrência da situação tensa vivida pelo mundo, constantemente sob o pavor de uma catástrofe nuclear oriunda da guerra fria. Considerando aquele contexto mundial, esse gênero gozava de certa correspondência ao que se vivia no dia a dia daqueles anos. Martino fomentou esse mercado manipulando criativamente técnicas de enquadramento, movimento de câmera e montagem impondo um ritmo que revoluciona o cinema levando-o a um alto grau de qualidade. Martino fazia muito bem isso numa época em que o computador não existia em nenhuma das fazes da produção de um filme. Devido ao baixo custo de produção de um filme que Martino conseguia, ele competia diretamente com as produções caríssimas de Hollywood do mesmo período. Mas se por um lado Martino consegue realizar filmes com baixo orçamento, o fato de realizar filmes de baixo orçamento o canalizaram num nicho de cineastas aos quais era dado sempre pouco para se receber bastante, impedindo-o de certa forma de explorar melhor a sua criatividade e de consequência realizar filmes melhores com maiores orçamentos. Martino realiza também filmes nos E.U.A onde influencia sobremaneira cineastas que realizavam filmes nesse gênero naquele país, tendo seus produtos (filmes) exportados para diversos países, principalmente para o mercado do Oriente.


Luiz Chiozzotto
chiozzottoit@gmail.com
Texto ensaio do livro "Filmes que Projetaram a Identidade Italiana no Cinema" de Luiz Chiozzotto.

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