segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Peter Marcias, um cineasta comprometido com a existência humana

Peter Marcias
Peter Marcias nasce em 5 de dezembro de 1977, em Oristano, Sardenha, Itália. Roteirista, produtor e diretor. Ao sentirmos a referência Cinema sardo, a primeira coisa que nos vem em mente são cabras pastando em montanhas e no horizonte o mar e a segunda o nome do diretor De Setta, um dos maiores cineastas italianos de todos os tempos, todavia, em 1977 nasce um novo pupilo no Cinema dessa ilha italiana, Peter Marcias. Não obstante o referencial que construímos sobre a Sardenha, este diretor da jovem guarda italiana atravessa as fronteiras de sua ilha e penetra fundo em nossos corações, abordando com profundidade, emoção e comiseração temas universais. Marcias diploma-se em Cinematografia na Scuola Superiore di Cinema di Barbarano Romano em Viterbo, Itália, dirige diversos significativos curtas-metragens e documentários como La recita (2000); Il regalo (2001); L'alba (2002) e Il canto delle cicale (2004), e os documentários Ritorno a Serra valle (2003); Antonio Romagnino (2005); Io sono um citadino (2006); Mala Spagna non era cattolica? (2007) e Liliana Cavani - Una donna nel cinema (2010). Esses filmes foram verdadeiros experimentos e misturam realidade e ficção que construíram o imagético deste cineasta contemporâneo. Em 2006 em um filme coletivo chamado Bambini, Marcias dirige o episódio chamado Sono Alice. Em 2008 dirige sozinho o filme Un attimo sospesi, um filme comprometido com a existência humana, sobre a dificuldade do ser humano em atingir a plenitude de seu ser, sobre acertar contas com o passado. O filme é ambientado em Roma, o que lhe dá uma áurea genuína em função de toda história conservada em suas ruinas e sobretudo pelo encontro de diversas raças que coabitam a cidade eterna por séculos.


Luiz Chiozzotto
chiozzottoit@gmail.com
Texto ensaio do livro "Filmes que Projetaram a Identidade Italiana no Cinema" de Luiz Chiozzotto.

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