sábado, 27 de outubro de 2018

Aurelio Grimaldi, um cineasta erótico ou pornográfico?!


Escritor e cineasta Aurelio Grimaldi

Aurelio Grimaldi nasce em Ragusa, Modica, Itália em 1957. Professor de escola média, escritor, roteirista e diretor cinematográfico. Antes de escrever roteiros para Damiano Damiani, Marco Risi, Tinto Brass, Grimaldi, foi professor em escola de adolescentes italiana, e como tal flertou pela primeira vez com o Cinema. A tela grande gostou dele e seu romance Mary per sempre é transformado em filme por Marco Risi abrindo-lhe as portas ao mundo do espetáculo. Após diversos trabalhos como roteirista e livros publicados, Grimaldi se sente preparado para alicerçar sua carreira como diretor de Cinema e em 1992 dirige seu primeiro longa-metragem: La discesa di Aclà a Floristella, projetado no Festival de cinema de Veneza daquele ano, um filme forte e corajoso sobre a exploração de um menino italiano espancado e molestado sexualmente em uma mina de enxofre. Em 1993 dirige La ribelle, tendo como protagonista a jovem atriz Penelope Cruz, à época no inicio de sua carreira, o filme sensibiliza Locarno e o nome de Grimaldi começa a ser respeitado como diretor. Em 1994 é premiado pela Crítica no Festival de Rotterdam com o filme Le buttane (1994), uma história adaptada de seu próprio livro. Em 1998 Grimaldi desvenda o erotismo dirigindo filmes inusitados frente a sua trajetória até então em Il macellaio, o papel de Alba Parietti no filme transforma-a em sex simbol italiano vindo a aparecer exaustivamente na TV italiana daquela década; em seguida dirige La donna lupo (1999), filme que é visto por alguns como além de erótico, e para outros até como um pornô; e por fim o pouco expressivo L'educazione sentimentale di Eugénie de 2005, lançando desta vez a jovem atriz Sara Sartini com muita sensualidade e erotismo. Em 2003 Grimaldi aponta sua câmera para o tema amor, dessa vez comungando a mensagem através da biografia de seu ídolo bolonhês Pasolini em Un mondo d'amore sobre a história da vida do professor e cineasta de Bolonha Pier Paolo Pasolini antes de sua consagração como cineasta. Além dos filmes Aurelio Grimaldi tem publicado também livros: Nfernu veru (1985), Storia di Enza (1991), Palermo che muore Palermo che nasce (1994) e I Violanti (1995).

Luiz Chiozzotto
chiozzottoit@gmail.com

Texto ensaio do livro "Filmes que Projetaram a Identidade Italiana no Cinema" de Luiz Chiozzotto.



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